MEMBROS

JORGE CALHEIROS - DADOS BIOGRÁFICOS

Publicado dia 07/06/2019 às 11h47min
Jorge Calheiros nasceu na cidade de Pilar, em Alagoas, no dia 08 de agosto de 1939.

Jorge Calheiros nasceu na cidade de Pilar, em Alagoas, no dia 08 de agosto de 1939. Ainda garoto, por volta dos 10 anos, ajudava o seu pai e os três irmãos a catar madeira no meio da mata para fazer carvão, depois vendido no comércio de Pilar. Foi nesta época em que teve o primeiro contato com a literatura de cordel, ao redor de uma fogueira, à noite, onde os meninos se reuniam para assistir, fascinados, contações de histórias.

Com familiaridade crescente com a literatura oral, era natural que Jorge acabasse tendo vontade de desenvolver sua própria produção poética. No entanto, a urgência de ter seu ganha-pão o obrigou a abdicar do seu talento. Aos 11 anos, trabalhou, com carteira assinada, na construção do Edifício Brêda e, aos 12, foi empregado de uma fábrica de tecidos em Fernão Velho.

Em busca de melhores condições de vida, o mestre cordelista tornou-se um “andarilho”. Trabalhou em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mesmo que tivesse exercido ofícios que o afastavam da sua derradeira paixão, Jorge nunca deixou de produzir os seus folhetos de cordel. Duvidando da qualidade do material e com receio de cometer gafes, caso os apresentasse em público, Jorge guardava seus escritos para si mesmo. Foi assim até que, numa dessas suas andanças pelo País, fez amizade com um cordelista que iria se apresentar durante um festival de poesia em Aracaju.

Daquele dia em diante, Jorge deixou de lado a sua insegurança e começou a divulgar o seu trabalho entre amigos e conhecidos. Hoje, ele contabiliza cerca de 100 edições dos livretos. Entre os mais conhecidos, estão Maloqueiro Zé Catacra, Conselho de um Velho Pai, O Pobre e a Medicina e Brigas de Amor.

Pelo conjunto do seu trabalho e pelo papel que desempenha na preservação da cultura oral nordestina, através dos seus cordéis, Jorge Calheiros foi agraciado em 2011 pelo Registro de Patrimônio Vivo de Alagoas (RPV/AL). E, em 2010, a história do Matuto Zé Cará foi adaptada para o cinema, no curta-metragem alagoano narrado pelo próprio cordelista e ilustrado em forma de animações criadas pelo artista plástico Weber Bagetti.

Calheiros é membro da AALC – Academia Alagoana de Literatura de cordel ocupa a cadeira nº 07 e seu Patrono é Antonio Teodoro dos Santos.

Fonte: AALC - ACADEMIA ALAGOANA DE lITERATURA DE CORDEL

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